Olhe para as salas de reunião da sua empresa. Agora me responda: o que mudou nos últimos cinquenta anos?
A fábrica virou uma linha inteligente. A mesa virou nuvem. O expediente virou fluxo. E a sala de reunião continua lá: a mesma mesa, as mesmas cadeiras, a mesma TV que muitas vezes nem conecta. A sala de reunião é o único espaço de trabalho que sobreviveu a todas as últimas revoluções (industriais e tecnológicas) e, paradoxalmente, é o único ativo que nunca foi, de fato, revolucionado.
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Até agora.
Os números deveriam nos envergonhar. Passamos até 85% do nosso tempo em reuniões, segundo o MIT Sloan. Um executivo gasta 23 horas por semana reunido, eram menos de 10 horas na década de 60, aponta a Harvard Business Review. E 71% dos gestores admitem que muitas dessas reuniões são improdutivas. Eu ouvi bem? Sim, dedicamos a maior parte da nossa vida profissional em algo que sete em cada dez líderes consideram, em algum ponto, desperdício.
Faça a conta: reuniões desnecessárias custam cerca de US$ 100 milhões por ano a uma empresa de cinco mil pessoas. Não é um problema de agenda. É um problema de arquitetura, física, digital e social.
Na base de dados da Deskbee, um sinal impressiona: depois da pandemia, as reservas de salas de reunião cresceram 10 vezes, o dobro do crescimento das estações de trabalho. O escritório inteiro está encolhendo ao redor do encontro. As pessoas não atravessam a cidade para responder e-mails.
