Uma avalanche de lama e rocha desabou sobre um rio na fronteira do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete, na China, nesta 4ª feira (26.ago.2026). Inicialmente, o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) relatou que o incidente foi causado por um terremoto de magnitude 4,4. No entanto, o órgão voltou atrás e afirmou que o evento sísmico foi provocado, na verdade, pelo colapso de uma geleira e pelo fluxo de detritos.
“Análises adicionais de estações sísmicas próximas, ondas sísmicas de longo período e imagens de satélite levaram à conclusão de que o evento sísmico foi, na verdade, um colapso glacial e fluxo de detritos, e que nenhum terremoto ocorreu”, afirmou o órgão.
O deslizamento causou uma inundação na região. Até o momento, segundo a Reuters, a polícia nepalesa confirmou 157 mortos, enquanto autoridades locais tentam localizar cerca de 400 turistas desaparecidos, incluindo 340 estrangeiros -com maior incidência de cidadãos da Índia (133), Estados Unidos (47), Austrália (34), Grã-Bretanha (33) e Canadá (24).
Do lado chinês da fronteira, no Tibete, a emissora estatal reportou ao menos 3 mortes e 265 pessoas que continuam desaparecidas em decorrência do desastre.
De acordo com a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, o deslizamento atingiu o porto de Gyirong, interrompendo estradas, comunicações e o fornecimento de energia na região de Shigatse, perto da fronteira.
Em nota, o Itamaraty lamentou a tragédia e as mortes.
