Aliados do presidente Lula (PT) e advogados especialistas em direito penal compartilham a avaliação de que a situação do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, é mais grave do que a de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.
Segundo o analista de política Pedro Venceslau, durante o CNN 360º desta quarta-feira (26), a avaliação leva em conta o papel que Marcola exercia e seu acesso direto ao Palácio do Planalto, o que torna seu caso juridicamente mais complexo.
No caso de Fábio Luiz Lula da Silva, as investigações da Polícia Federal apontam para um possível enquadramento pelo crime de tráfico de influência, com pena prevista de dois a cinco anos, muito provavelmente em regime aberto.
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A defesa de Lulinha argumenta que nenhuma transação concreta se concretizou a partir de sua suposta atuação como lobista. “Até porque o governo não pode comprar canabidiol, segundo a defesa do filho do presidente Lula”, destacou Venceslau.
Já no caso de Marcola, os especialistas indicam que ele pode ser enquadrado não apenas por tráfico de influência, mas também por corrupção passiva, crime que pode levar ao regime fechado.
A diferença central, segundo Venceslau, está no fato de que Marcola tinha acesso direto ao Palácio do Planalto, à agenda e ao cotidiano do presidente.
