O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (26) um decreto que amplia temporariamente a quantidade de carne bovina que pode ser importada com tarifa reduzida e acima da cota atual.
A medida começa a valer em 1º de setembro e terá duração de 90 dias, com o objetivo de aumentar a oferta de carne bovina e contribuir para a redução dos preços ao consumidor americano.
A nova cota permitirá a entrada de até 100 mil toneladas de proteínas por mês e o produto deverá ser utilizado exclusivamente na produção de carne moída, combinado com carne bovina produzida nos Estados Unidos. Segundo a Casa Branca, a medida deve ampliar a oferta de carne bovina em cerca de 10% em relação às projeções atuais.
A decisão ocorre em um momento de menor disponibilidade de gado no mercado americano. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) projeta que a produção de carne bovina do país deve cair cerca de 4% em 2026 na comparação com o ano anterior.
O governo americano atribui a redução da oferta a uma combinação de fatores, entre eles a seca em regiões produtoras, menor disponibilidade de pastagens e forragem, incêndios florestais e as restrições à entrada de animais vivos provenientes do México devido à ameaça da mosca-da-berne do Novo Mundo.
Além disso, o comunicado da Casa Branca destacou que o fechamento de portos no sul dos Estados Unidos para conter a entrada da praga também afetou o abastecimento de gado para a indústria.
