O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse nesta 4ª feira (26.ago.2026) que o Estado brasileiro não vai tolerar a criação de “cracolândias digitais” no país. A declaração foi feita durante o anúncio do Ministério da Justiça e Segurança Pública de medidas judiciais do governo federal contra a plataforma Discord, depois da morte de uma menina de 13 anos em Naviraí (MS), em julho.
A União, representada pela AGU (Advocacia-Geral da União), ingressou com ação civil pública na Justiça Federal e requereu medida cautelar para que a empresa se adeque à legislação brasileira. O governo também pede condenação por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões.
“Nós não podemos tolerar que verdadeiras cracolândias digitais sejam criadas no ambiente virtual brasileiro”, disse Messias. “Esta ação representa que a tolerância do Estado brasileiro é zero para esse tipo de prática.”
Messias destacou ainda que o Estado brasileiro assumiu o compromisso de encerrar o que chamou de “safáris digitais, em que animais são expostos a toda prática de violência”. Ele enfatizou que as ações do governo foram tomadas com proporcionalidade e após extenso esforço de construção de consenso, afastando críticas de excesso ou voluntarismo.
