Eles dividem o sofá, disputam a atenção dos donos e ocupam um espaço cada vez maior nas famílias brasileiras. A convivência pode ser harmoniosa, mas cães e gatos pertencem a universos biológicos distintos. Da alimentação ao comportamento, da forma de demonstrar afeto à maneira de metabolizar medicamentos, cada espécie reúne características que pedem cuidados específicos.
“Quanto maior o conhecimento dos responsáveis sobre essas diferenças, melhor a qualidade de vida dos animais e mais seguros e eficazes se tornam os tratamentos”, explica a médica-veterinária e consultora da DrogaVET, Dra. Farah Ramalho.
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Biologia e comportamento
Originados dos ancestrais de lobos, os cães passaram por um longo período de domesticação e desenvolveram intensa capacidade de convivência social e de interpretação de sinais humanos.
Os gatos, por outro lado, descendem do gato-selvagem-africano (Felis silvestris lybica) e se aproximaram das comunidades humanas atraídos pelos roedores presentes nas áreas agrícolas. Como seguiram uma trajetória diferente, conservaram maior autonomia e forte instinto de caça.
Essas diferenças permanecem na rotina.
