O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) acusou a gestão da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), de coordenar uma “milícia digital” para atacar adversários políticos.
A manifestação ocorreu nesta quarta-feira, 26, após o Jornal da Record divulgar gravações sobre a atuação de uma suposta rede de perfis e relacioná-la a pagamentos de publicidade institucional do Estado. O governo pernambucano nega irregularidades, e Raquel atribuiu as acusações a “velhas práticas” do PSB.
“Há mais de um ano eu venho denunciando a existência de um gabinete do ódio que tem atacado a mim, meus aliados, minha família, minha esposa, de forma covarde, caluniosa, mentirosa, difamatória”, afirmou João. “Quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital”, acrescentou. O candidato disse que seus advogados adotarão medidas sobre o caso.
A reportagem mostrou gravações de Amizaday Andrade da Silva, servidor da Caixa Econômica Federal cedido à Secretaria de Turismo de Pernambuco, falando sobre uma suposta rede com mais de 300 perfis. Em um dos trechos, ele afirma ter participado de reunião com integrantes do governo e diz que a estrutura foi vista como um canal para “desidratar” João. Segundo a emissora, uma empresa relacionada aos perfis e beneficiária de publicidade estadual é investigada pela Polícia Federal por suposta divulgação de informações falsas.
