O diretor de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, Otávio Margonari Russo, afirmou, nesta 4ª feira (26.ago.2026), que o caso Lívia não foi um episódio isolado e que a plataforma Discord não adotava postura preventiva diante de crimes envolvendo crianças e adolescentes.
A declaração veio durante entrevista a jornalistas em que o Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou as medidas judiciais movidas pelo governo federal contra a plataforma, depois da morte de uma menina de 13 anos em Naviraí (MS), em 22 de julho.
“Caso Lívia em si não foi um caso isolado. Na verdade é corriqueiro este tipo de coisa”, afirmou o diretor.
Ele destacou a experiência com casos de abuso sexual infanto-juvenil e ressaltou: “O que a gente tem visto hoje em dia, especialmente nessa plataforma, é muito mais difícil do que a gente vinha vendo antes.”
Segundo Russo, a plataforma responde de forma repressiva, porém sem grande eficiência, pois depois que grupos são derrubados por crimes, logo ressurgem com os mesmos integrantes e com nome similar.
O caso ganhou destaque depois da morte de uma menina de 13 anos em Naviraí (MS), em 22 de julho. Segundo a Polícia Civil e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, ela foi induzida a cometer suicídio durante uma transmissão na plataforma.
A investigação cumpriu mandados contra 6 suspeitos e identificou o uso do Discord e do Telegram para recrutar vítimas, disseminar discursos de ódio e incentivar comportamentos violentos.
