O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a retirada da tornozeleira eletrônica do advogado Flaviano Taques, investigado na Operação Sisamnes, que apura suposto esquema de venda de decisões judiciais.
Taques estava sob monitoramento eletrônico desde novembro de 2024. Ao julgar um habeas corpus apresentado pela defesa, Zanin considerou desproporcional manter a medida após quase dois anos de investigação sem oferecimento de denúncia e sem demonstração concreta de que a tornozeleira ainda fosse necessária.
Na decisão, o ministro afirmou que a complexidade da investigação pode justificar apuração mais prolongada, mas não é suficiente, isoladamente, para sustentar por tempo indefinido uma medida cautelar como o monitoramento eletrônico.
Zanin destacou que o andamento das investigações pode ser preservado pelas demais cautelares impostas ao advogado, que seguem em vigor. A decisão vale apenas para Taques e não se estende automaticamente aos demais investigados na operação.
A Operação Sisamnes apura uma rede formada por advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados. Eles são suspeitos de integrar organização criminosa e praticar corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. A investigação também mira uma estrutura financeiro-empresarial que teria sido usada para lavar recursos de origem ilícita.
