A selvageria quer tomar conta do futebol brasileiro. Não há outro termo melhor para descrever este momento de falta de identidade, preocupação com a aparência, presunção e discórdia. Em uma rodada, Jean Lucas mostra a camisa do Bahia para os torcedores do Vitória. Em seguida, Cacá, do Vitória, em um gesto tresloucado, tenta rasgar a camisa do Bahia, arrancada da mão do jogador.
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Em outra partida, um torcedor do Santos cospe no jogador Reinaldo, do Mirassol, visto por ele como um inimigo mortal a ser eliminado. Nada mais ilustrativo para alguém que quer colocar no futebol as suas frustrações e, preocupado em se mostrar para os outros, passar a imagem de fiel torcedor. Não, não dá para dizer fiel, porque senão vai parecer que ele é corintiano (contém ironia).
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Um post compartilhado por Ogheneovie Oki-Peter (@oki_peter_)
Na disputa entre Cruzeiro e Atlético-MG, Kaio Jorge coloca em risco, inclusive de vida, o próprio companheiro de profissão, Ruan Tressoldi, para mostrar para sua torcida que é cruzeirense, que não leva desaforo para casa. Na ida dele ao encontro do corpo do jogador, já dá para perceber a intenção, por trás do olhar disfarçadamente ingênuo.
Algo antiprofissional e desrespeitoso para um esporte que paga milhões em salários. Investimentos em infraestrutura e condições para os atletas não faltam.
