Empresas americanas estão reduzindo a concentração de gastos no modelo de inteligência artificial (IA) mais caro e avançado da Anthropic, em um movimento que pode pressionar a estratégia de negócios da companhia às vésperas de uma possível oferta pública inicial de ações (IPO). Dados de 70 mil empresas coletados pela empresa de pagamentos Ramp mostram que o Fable 5 representa 11% do total gasto pelas companhias com ferramentas de IA, segundo o Financial Times.
O levantamento indica que empresas estão reservando modelos de fronteira, como o Fable 5, para tarefas consideradas mais complexas e utilizando sistemas mais baratos para atividades rotineiras. Segundo o Financial Times, entre essas alternativas estão versões anteriores dos próprios modelos da Anthropic e modelos de código aberto desenvolvidos por concorrentes chineses.
Para Miles Clements, sócio da gestora de venture capital Accel, que investiu US$ 1 bilhão na Anthropic, “a maioria das pessoas não precisa operar na vanguarda”. Ao Financial Times, ele também afirmou que o período em que os clientes preferiam utilizar exclusivamente os modelos mais avançados “não foi uma era duradoura”.
O desempenho do Fable 5 também ficou abaixo das expectativas após seu lançamento, em junho. O modelo ganhou atenção em meio a relatos sobre sua suposta capacidade de realizar ciberataques de forma autônoma, enquanto a própria Anthropic destacou os riscos associados à tecnologia.
