Nos últimos anos, acompanhamos uma transformação importante na forma como as pessoas se relacionam com os procedimentos estéticos faciais. A popularização da harmonização facial colocou preenchimentos, bioestimuladores e outras técnicas não cirúrgicas no centro dessa discussão. Agora, observo um movimento crescente em direção às cirurgias plásticas da face, principalmente entre pacientes que procuram resultados mais duradouros.
Essa mudança traz uma questão que considero fundamental: como escolher o profissional que realizará uma cirurgia em uma região tão delicada e visível quanto a face?
A cirurgia estética facial está entre as áreas mais desafiadoras da cirurgia plástica. A face concentra estruturas anatômicas complexas, e pequenas alterações podem produzir impactos significativos tanto do ponto de vista estético quanto funcional. Por isso, indicação precisa, planejamento, conhecimento anatômico e experiência cirúrgica são fundamentais.
O Brasil possui uma longa tradição na cirurgia plástica e ajudou a formar referências reconhecidas internacionalmente, como Ivo Pitanguy. Esse legado, na minha avaliação, precisa ser preservado por meio da valorização da formação médica estruturada, do treinamento cirúrgico e da especialização.
Em um momento no qual as redes sociais passaram a exercer grande influência sobre as decisões relacionadas à estética, considero especialmente importante separar popularidade de qualificação profissional.
