Músicas geradas por IA serão excluídas das paradas musicais da Austrália a partir desta semana, informou a principal entidade do setor musical do país, após a polêmica em torno do cover da música “Like a Prayer”, de Madonna, feito por um DJ australiano, que alcançou o topo das paradas locais.
A Associação Australiana da Indústria Fonográfica (Aria) informou nesta terça-feira (25) que faixas geradas inteiramente por esse tipo de ferramenta não serão mais elegíveis para suas populares paradas Aria Charts, embora gravações que utilizem IA generativa de forma complementar continuem sendo elegíveis.
Uma gravação desenvolvida com o uso de IA generativa será elegível apenas se for “substancialmente criada por humanos” e não suscitar preocupações quanto à manipulação de streaming ou das paradas, afirmou a Aria.
As principais gravadoras globais vêm buscando novos acordos de licenciamento para proteger seus vastos catálogos, à medida que a música gerada por computadores cresce em popularidade e os consumidores têm cada vez mais dificuldade em distingui-la de canções compostas por humanos.
“As paradas da Aria sempre permanecerão uma medida transparente do que a Austrália consome em termos de música, mas uma parada que recompense produções de IA sem licença minaria a própria base da música gravada que existimos para representar”, disse a presidente-executiva da Aria, Annabelle Herd.
