O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, acusou nesta quarta-feira (26) os Estados Unidos e Israel de pressionarem o órgão de fiscalização nuclear da ONU a inspecionar instalações nucleares iranianas danificadas pela guerra, a fim de avaliar o impacto de ataques militares, segundo a mídia estatal.
“Num momento em que a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) não possui tal protocolo e também não está adotando uma posição a respeito, são apenas os Estados Unidos e Israel que estão exercendo pressão para que a Agência vá aos locais danificados e os inspecione”, disse Eslami. “A razão para essa pressão é que eles querem ver o que aconteceu com essas instalações como resultado das operações militares que realizaram.”
A CNN entrou em contato com a AIEA para solicitar comentários.
Eslami também afirmou que o Irã permanece em uma “situação de guerra” e que as instalações nucleares danificadas ainda não foram preparadas para inspeções.
Ele argumentou que as instalações afetadas por ataques militares estão sujeitas à legislação aprovada pelo parlamento iraniano e disse que a AIEA carece de um protocolo claro que regule inspeções em locais que sofreram ataques.
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