O Tesouro Nacional anunciou nesta quarta-feira (26) alterações no PAF (Plano Anual de Financiamento) da dívida púlica. Segundo o documento publicado, a mudança promovida é em relação a composição esperada da dívida.
A expectativa do Tesouro é que entre 49% e 53% do estoque da dívida seja composto por títulos flutuantes, atrelados à Selic, reduzindo a expectativa de títulos pré-fixados ou indexados à inflação.
Quando publico inicialmente o PAF em janeiro, a expectativa do Tesouro era que títulos atrelados à Selic tivessem uma participação entre 46% e 50% na dívida até o fim de 2026.
Segundo o subsecretário da dívida, Francisco Segundo, a revisão promovida pelo Tesouro ocorreu principalmente por conta do conflito no Oriente Médio, devido ao impacto da guerra na política monetária no país.
Para o Tesouro, as condições geopolíticas internacionais têm contribuído para a manutenção de prêmios de risco elevados e um ambiente menos favorável à emissão de títulos de prazo mais longo e com taxas prefixadas.
“O aumento da participação dos títulos flutuantes na DPF (Dívida Pública Federal) reflete a combinação de um ambiente de maior volatilidade e de taxas de juros elevadas, contribuindo para uma maior preferência dos investidores por instrumentos de menor duração e menor sensibilidade às oscilações das taxas de juros.
