A CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou, nesta 4ª feira (26.ago.2026), que o fim da taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas, põe em risco 109 mil empregos e R$ 21,8 bilhões em produção nacional em 2026. Leia a íntegra da nota técnica da CNI (PDF - 527 kB).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acertou, nesta 4ª feira (26.ago), um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para a instalação de uma comissão mista para analisar a medida provisória que acaba com a chamada taxa das blusinhas.
“Com o imposto em vigor, o consumo que hoje vai para compras internacionais por meio do Programa Remessa Conforme seria direcionado a produtos e serviços produzidos no Brasil. O imposto funcionava como uma redução parcial da assimetria tributária entre a produção doméstica e os similares importados”, disse Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI.
Segundo o economista, o cálculo mostra que seria nocivo para a economia aprovar a medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas.
“Zerar o imposto sobre produtos de até US$ 50 estabelece um tratamento tributário diferenciado para as importações. Isso prejudica o mercado interno, viola a isonomia, a livre concorrência e o preceito constitucional de proteção do mercado interno como patrimônio nacional.
