A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta terça-feira, 25, a falência da Oi. A empresa informou no processo que não tinha recursos suficientes para cumprir despesas essenciais e manter as operações no fim de agosto. A companhia também acumulava patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, segundo dados de março de 2026.
A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) tomou uma decisão que encerra uma tentativa de manter a empresa em recuperação judicial, processo que envolve cerca de R$ 44 bilhões em dívidas.
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A administração judicial informou à Justiça que a companhia enfrentava “esgotamento total dos recursos” e liquidez negativa. A projeção de caixa para o fim de julho era de R$ 88,1 milhões. Em abril, contudo, o saldo já havia recuado para R$ 19,6 milhões.
Bancos haviam conseguido suspender falência
A Oi já havia tido a falência decretada em novembro de 2025. A decisão ficou suspensa por uma liminar concedida depois de recursos apresentados pelo Itaú Unibanco e pelo Bradesco, bancos credores da companhia.
A medida permitiu que a empresa retornasse ao processo de recuperação judicial e tentasse renegociar as dívidas.
Com a nova decisão, a Justiça nomeou o advogado Bruno Rezende como administrador judicial.
