Dois relatórios apresentados nesta quarta-feira (26), durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), em Ulaanbaatar, na Mongólia, apontam agravamento da degradação do solo, da escassez de água e dos efeitos climáticos na Ásia Central e nos pequenos países insulares em desenvolvimento. As publicações integram o Global Land Outlook (GLO), principal série de estudos da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).
Na Ásia Central, formada por Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão, mais de 80 milhões de hectares, o equivalente a mais de um quarto da área, já estão degradados. Segundo a UNCCD, o problema atinge 30% da população, ou 24 milhões de pessoas, e provoca perdas anuais entre US$ 2 bilhões e US$ 6 bilhões.
Os dados também mostram aceleração do aquecimento na região. A Ásia Central está aquecendo duas vezes mais do que a média global, enquanto as geleiras encolheram 30% em cinquenta anos.
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Nos pequenos países insulares em desenvolvimento, grupo que reúne 39 países e 18 territórios no Caribe, nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico e no Mar do Sul da China, 18,8 milhões de hectares de terra, ou 16,5% da área total combinada, estão degradados em diferentes graus.
