Mais de 100 pessoas morreram após uma enorme enchente repentina atingir o Nepal nesta quarta-feira (26). Para explicar as causas geológicas por trás da tragédia, o geofísico Marcos Ferreira, do Serviço Geológico do Brasil, analisou as informações disponíveis e as imagens do desastre.
Em entrevista ao Live CNN, Ferreira afirmou que os dados preliminares indicavam que um terremoto de magnitude 4,4, registrado antes da ocorrência da avalanche que devastou a região, pode ter sido o elemento desencadeador do desastre.
O geofísico esclareceu que o contexto geológico local amplifica consideravelmente os efeitos desses tremores. “Um terremoto de magnitude 4,4 é um terremoto relativamente fraco. No entanto, o Himalaia é uma região extremamente montanhosa, com muitos rios e grande acúmulo de água e neve”, explicou.
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Segundo ele, mesmo um evento de pequena magnitude pode ser o deflagrador de uma avalanche quando as condições locais já se encontram instáveis.
O especialista destacou que não é necessariamente a magnitude do terremoto que causa a destruição diretamente, mas sim a capacidade de desestabilizar regiões já vulneráveis.
Ferreira traçou um paralelo com os terremotos recentes que atingiram a Venezuela e a Colômbia: “Na América do Sul, o terremoto foi o grande destruidor”.
