Vinte e seis de agosto é uma das datas mais tristes da história do Flamengo. Há exatos 50 anos, morreu Geraldo, aspirante a craque da equipe rubro-negra, aos 22 anos, em uma trágica e mal sucedida cirurgia para retirada de amígdalas.
A partida repentina do jogador tratado como “parceiro ideal de Zico”, que vinha sendo convocado para a seleção brasileira e provavelmente estaria na Copa do Mundo de 1978, comoveu o país.
Até Pelé, recém-aposentado, fez questão de participar de um jogo beneficente em prol da família de Geraldo, em jogo que superlotou o Maracanã e registrou uma das fotos mais icônicas da carreira do Rei e do acervo de PLACAR.
Por jogar cantarolando, Geraldo Cleofas Dias Alves ganhou o apelido de “Geraldo Assoviador” e é até hoje lembrado com muito carinho pelos rubro-negros. Sua morte foi amplamente documentada nas páginas de PLACAR. No jogo seguinte à morte do ídolo, o Flamengo voltou a usar calções negros, pela primeira vez desde 1955, em sinal de luto.
Confira um trecho da reportagem da edição 335, de 10 de setembro de 1976, escrita por Aristélio Andrade e Luiz A. Chabassus.
NINGUÉM RIU. NINGUÉM BRINCOU. E ERA FUTEBOL
Todo mundo entendeu quando o Flamengo chorou Geraldo. Foi o minuto de silêncio mais sentido, mais espontâneo da história do Maracanã. O time do ABC, a torcida, todos compreenderam que aquele primeiro jogo sem Geraldo deixou marca funda no Flamengo.
