“Começa a realidade do estádio”, trazia em letras garrafais o Jornal dos Sports, na edição de 18 de agosto de 1948. O dono do periódico carioca era o jornalista Mário Filho, que lutou para que o Maracanã virasse realidade. Em meados da década de 1966, o estádio ganharia o nome dele.
Em julho de 1946, o Brasil foi confirmado pela Fifa como sede da Copa. Inicialmente previsto para 1949, o mundial foi disputado entre junho e julho do ano seguinte. A partir daquele momento, começou uma guerra política entre favoráveis e contrários à construção de um estádio com capacidade para duzentas mil pessoas. Depois de muita luta, as obras finalmente começaram e o fato teve ampla cobertura da imprensa. “Já no solo brasileiro o concreto ciclópico onde assentarão as bases do estádio monumental para 1950. Reafirma o prefeito sua inabalável decisão: ‘A Copa do Mundo no Estádio Municipal - Solenemente movimentadas as primeiras betoneiras - ato significativo de ontem nos terrenos do antigo Derby”, exaltava o Jornal dos Sports.
A publicação exaltava a figura do prefeito do Rio de Janeiro, ainda capital do Brasil em 1948.
