A produção europeia de açúcar no ciclo 2026/27 deve atingir o menor nível desde a safra 1988/89, segundo a cooperativa francesa Tereos. O recuo é atribuído à seca prolongada e a episódios repetidos de calor intenso registrados desde meados de junho na Europa. O cenário já sustenta uma recuperação das cotações no mercado europeu, após dois anos de queda.
Estudos realizados neste mês apontam que os rendimentos das lavouras de beterraba açucareira recuam mais de 20% ante o ciclo anterior. Em áreas específicas, as perdas variam de 50% a 60%. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, o rendimento está 15% menor.
Diante da menor qualidade e do menor volume de beterraba, a Tereos anunciou ajustes em suas oito usinas. Entre as medidas estão o adiamento do início do processamento, a redução da duração média da campanha de 130 para 100 dias, a diminuição da velocidade de esmagamento e o redirecionamento do mix industrial, com prioridade para a fabricação de açúcar.
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Segundo o diretor comercial da cooperativa, Pierre-Henri Dietz, os primeiros sinais de recuperação dos preços de venda devem melhorar o desempenho financeiro do setor. Ele atribuiu esse movimento à redução de estoques, à valorização de commodities no mercado internacional e à retração contínua da área plantada com beterraba na Europa nos últimos três anos.
