Pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revela que o avanço do crime organizado no Brasil impõe barreiras concretas ao desenvolvimento econômico do país. O levantamento, publicado em primeira mão pela coluna, aponta que 60% dos brasileiros sofrem efeitos econômicos ou sentimentos de medo relacionados à atuação de facções e milícias nas regiões onde vivem.
Segundo o estudo, 37% dos entrevistados afirmam que a presença de grupos criminosos tornou mais difícil trabalhar, vender produtos ou prestar serviços. Os dados também sinalizam que o domínio territorial pelo crime organizado cria um ambiente de negócios hostil. Cerca de 9% dos brasileiros relatam dificuldades específicas para abrir, manter ou ampliar negócios devido à insegurança, e 6% citam o medo de cobranças, extorsões ou represálias.
“Os números ilustram um cenário de ‘custo do crime’, que afasta empreendedores, investimentos e sufoca a livre iniciativa”, aponta Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Os dados completos da pesquisa Percepção Nacional de Segurança Pública 2026 serão discutidos em um painel do Congresso Fiesp de Segurança Pública, que será realizado no dia 31 de agosto, na sede da entidade, na Avenida Paulista.
