A Meta fechou nesta quarta-feira (26) um acordo para pagar no máximo US$ 16,68 bilhões (cerca de R$ 86 bilhões) em processos envolvendo alegações de que o Instagram e o Facebook teriam sido projetados para viciar usuários jovens. A big tech também se comprometeu a fazer mudanças em ambas as plataformas, incluindo limites diários e restrições de uso para adolescentes.
A decisão vem após promotores de 29 estados nos Estados Unidos apresentarem ações judiciais acusando a empresa de aplicar um design que propositalmente vicia jovens nas redes sociais, mesmo diante de preocupações relacionadas à saúde mental.
O acordo encerra uma série de processos sobre vício correndo nos EUA. A Meta negou qualquer irregularidade no caso.
Além disso, também resolve ações movidas na Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D.C., sobre as alegações de violação de privacidade associadas ao escândalo Cambridge Analytica, que veio à tona em 2018. No caso, a Meta, então Facebok, foi acusada de coletar dados de milhões de usuários sem autorização. Os estados receberão US$ 459,3 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões) para resolver esses processos.
Após o anúncio do acordo, as ações da big tech subiram 2,3% na manhã desta quarta-feira.
Meta acusada de viciar usuários jovens
O processo movido por 29 estados norte-americanos acusa a Meta de projetar as plataformas para viciar jovens, alimentando ansiedade, depressão e até suicídio, além de enganar os consumidores sobre sua segurança.
