A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou a marca de US$ 40 trilhões, segundo o Departamento do Tesouro.
O volume da dívida faz com que investidores aumentem o prêmio de risco para comprar os papéis da dívida americana, até aqui vistos como porto seguro global. O que assusta o mercado não são os números em si, mas o ritmo de crescimento dessa dívida.
Para Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, os investidores ainda não estão convencidos de que o governo americano tenha conseguido controlar a trajetória do endividamento ou estabelecer os juros em um nível considerado adequado.
Além disso, a preocupação com a dívida pode alimentar um ciclo de juros e inflação mais elevados.
O cenário também influencia a estratégia dos investidores que buscam reduzir a exposição ao dólar. Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos e economista, explica que a preocupação com o endividamento aumenta a busca por ativos considerados alternativos à moeda dos EUA.
“Se o investidor não quer depender de um país e não tem outro com tamanho suficiente de dívida para absorver esse fluxo mundial, a alternativa é buscar uma moeda ou uma reserva de valor descentralizada, como o ouro ou o bitcoin”, destaca.
Para o investidor que acompanha o cenário de juros dos EUA, uma das questões é se o momento ainda é favorável para investir em ETFs expostos à dívida americana.
