Certos jogos impactam nossas vidas de um jeito tão marcante que dá vontade de apagar da memória as experiências incríveis pelas quais passamos para viver tudo de novo, como se fosse a primeira vez. Tenho certeza de que Elden Ring, o último grande soulslike da FromSoftware, consta na lista de muita gente como um dos games que gostaríamos de esquecer só para poder jogar novamente.
Não é exagero dizer que Elden Ring foi um divisor de águas e redefiniu o jeito de fazer mundos abertos, com um poder de influência equiparável ao de The Legend of Zelda: Breath of the Wild. A partir do momento em que o jogador é largado nos campos de Limgrave, com poucas pistas sobre o que fazer, o level design primoroso entra em ação e o conduz organicamente a uma longa jornada pelas Terras Intermédias.
É um sentimento de liberdade que poucos meios de entretenimento, além do videogame, conseguem proporcionar com tanta maestria. Lembro como se fosse ontem de quando fui atacado por dragões, de quando descobri que existia outro mapa nas profundezas e das horas que dediquei a enfrentar Malenia, a Lâmina de Miquella. Sabe qual é a melhor parte disso? Agora posso reviver tudo isso com um pequeno console nas mãos.
Antes de tudo, recomendo que você acesse a análise do Voxel redigida pelo grande Vinicius Munhoz, meu amigo pessoal, na qual ele destrincha o jogo e expõe todas as suas qualidades e seus raros defeitos.
