A administração Trump parece ter adotado uma estratégia de recurso no conflito com o Irã, após ataques militares e negociações não terem resultado em vitória: a ameaça de sanções econômicas severas.
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, classificou-as como as “sanções mais duras da história”, capazes de “fazer o regime colapsar”.
Ele chegou a descrever a medida como um “Dia D econômico” para o Irã, traçando um paralelo com a histórica invasão da França ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
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Há apenas um problema: para concretizar essas ameaças, não basta endurecer a postura em relação ao Irã; é preciso também adotar uma linha dura com a China, principal parceiro comercial de Teerã.
No entanto, Trump e sua administração têm demonstrado grande relutância em fazer isso.
Ao apresentar a estratégia econômica na segunda-feira, Bessent não citou países específicos que seram punidos, nem estabeleceu prazos, caso não rompam laços com o Irã. Além disso, o anúncio não incluiu sanções secundárias contra os grandes bancos chineses que viabilizam as compras de petróleo iraniano por Pequim.
A China compra até 90% do petróleo do Irã.
