O advogado-geral da União, Jorge Messias, tem bloqueado a pressão da PF (Polícia Federal) para que a AGU (Advocacia-Geral da União) recorra judicialmente de decisões de André Mendonça no caso das fraudes no INSS. A crise entre a cúpula da PF e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) persiste há mais de um mês, sem sinais de resolução no curto prazo.
A AGU foi acionada pela PF há mais de um mês. Mendonça ordenou que a Polícia Federal juntasse aos autos do processo os dados brutos obtidos nas investigações, incluindo a íntegra das quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e da empresária Roberta Luchsinger.
A quebra dos sigilos de Lulinha foi determinada em janeiro, a pedido da própria PF e por ordem de Mendonça. Até a decisão que levou a Polícia Federal a procurar a AGU, Mendonça não havia recebido informações sobre o que havia sido descoberto com essas quebras de sigilo.
Conflito entre PF e STF
Além de determinar o compartilhamento dos dados brutos, Mendonça também ordenou que qualquer mudança na equipe da PF à frente das investigações fosse comunicada previamente a ele.
A Polícia Federal, por sua vez, procurou a AGU argumentando que essas decisões violariam a autonomia investigativa da corporação. Messias, no entanto, defende que a crise seja resolvida extrajudicialmente, nos bastidores, e não por meio de ação judicial.
O analista de Política da CNN Caio Junqueira destacou as alianças que permeiam o conflito.
