Os estados de São Paulo e Santa Catarina confirmaram que quatro pessoas foram infectadas pela Febre do Nilo Ocidental. Uma mulher de 77 anos, residente em Imbituba (SC), morreu por complicações da doença, segundo informações da Secretaria de Saúde catarinense.
O Ministério da Saúde também confirmou que investiga em conjunto com a Secretaria da Saúde do Piauí o caso de uma possível infecção de uma mulher de 35 anos. A paciente já recebeu alta.
A doença é silenciosa em 80% dos casos, tem poucos registros no Brasil e um nome diferenciado.
O primeiro registro médico data de 1937 na região de West Nile, ou Nilo Ocidental, em Uganda, na região central do continente africano. O local é próximo à nascente do Rio Nilo. À época, uma mulher apresentou sintomas da doença, a equipe médica isolou o vírus e descobriu que o caso não se tratava de febre amarela.
A doença então passou a ser conhecida como Febre do Nilo Ocidental por conta do local onde ocorreu o primeiro registro.
Apesar do nome, a Organização Mundial da Saúde indica que o vírus já está disseminado em todo o mundo.
O Ministério da Saúde explica que, para identificar a doença, é preciso fazer um exame de sangue ou do líquido cefalorraquidiano (ou líquor, presente no cérebro e na espinha dorsal), preferencialmente depois do quinto dia após o início dos sintomas para a identificação da presença de anticorpos da doença no paciente.
