A expansão das usinas de etanol de milho em Mato Grosso está criando uma nova frente de negócios no campo: as florestas plantadas para produção de biomassa.
A Girassol Agrícola, uma das principais sementeiras do país, projeta faturar R$ 900 milhões até 2031 com a produção de eucalipto destinada ao abastecimento das caldeiras das biorrefinarias de milho.
A empresa já soma 10,5 mil hectares de eucalipto cultivados em Mato Grosso, formando uma das maiores florestas individuais do estado.
A estratégia começou há 18 anos, antes mesmo da chegada das usinas de etanol de milho à região. Os primeiros plantios foram feitos em áreas de Jaciara e Alto Araguaia, com o objetivo inicial de recuperar terrenos degradados ou arenosos, considerados menos adequados para a agricultura.
Com a expansão do setor de biocombustíveis, essas áreas ganharam uma nova função econômica.
“Quando o projeto teve início, o uso do eucalipto como fonte de energia ainda era limitado por aqui. O avanço das usinas de etanol de milho nos últimos anos mudou esse cenário, ampliando de forma significativa a demanda por madeira para abastecimento de caldeiras”, afirma Gilmar Meneghini, CEO da Girassol Agrícola.
Nova fronteira de demanda
A empresa fornece atualmente cerca de 1 milhão de metros cúbicos de cavaco de madeira por ano às usinas de biocombustível. O negócio já representa aproximadamente 7% do faturamento do grupo.
