Um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da Universidade de São Paulo (USP), propôs ao menos 17 aperfeiçoamentos na metodologia da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). A análise indica que o modelo atual tende a superestimar custos regulatórios, sobretudo em operações de maior produtividade e menor distância. O tema avançou nesta quarta-feira (26), com o envio de contribuições do setor produtivo à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Segundo os pesquisadores, a forma atual de cálculo do piso mínimo não contempla a diversidade de situações da logística rodoviária brasileira. O estudo foi organizado em quatro eixos: características operacionais, parâmetros de capital e da frota, questões operacionais e de acordos e propostas adicionais de aperfeiçoamento regulatório.
Entre os pontos centrais está a carga horária mensal usada no modelo. Hoje, a metodologia considera 181 horas mensais de trabalho. A proposta do Esalq-Log é elevar esse parâmetro para 220 horas mensais. Na simulação da pesquisa, essa alteração isolada reduziria em média cerca de 7,6% os valores calculados do piso. No transporte de grãos, a redução poderia variar entre 6,38% e 11,04%, conforme a distância percorrida e a quantidade de eixos do veículo.
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