O presidente americano, Donald Trump, recorre novamente às tarifas como principal instrumento de pressão em diferentes frentes, travando uma nova guerra comercial com o Canadá, um de seus aliados mais tradicionais, e ameaçando punir países que mantiverem relações comerciais com o Irã.
Tarifas sobre o Canadá e eleições no Congresso americano
Com pouco mais de três meses para as eleições no Congresso norte-americano, Trump e o primeiro-ministro canadense Mark Carney entraram em uma guerra comercial de proporções crescentes.
No último fim de semana, passaram a valer tarifas de 50% sobre US$ 20 bilhões em produtos canadenses. Trump também ameaçou taxas de 50% sobre o setor automotivo. Em resposta, Carney prometeu tarifas retaliatórias a partir de 8 de setembro.
Autoridades canadenses explicam que as taxas foram planejadas com as eleições do Congresso americano na mira, com o objetivo de impactar produtos fabricados em estados-chave para a disputa, onde o partido de Trump corre o risco de perder assentos para a oposição.
A Casa Branca, por sua vez, chegou a publicar que “sem os Estados Unidos, o Canadá não poderia sobreviver”, enquanto Ottawa afirma que as medidas adotadas são uma forma de defesa da soberania nacional.
Análise: confronto ou negociação?
Para Lucas Ferraz, coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV, a postura mais confrontativa adotada pelo Canadá é, na prática, mais prejudicial ao próprio país do que aos Estados Unidos.
