A redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários, poderá aumentar em quase 7% os custos totais das empresas de serviços intensivos em mão de obra. A estimativa foi publicada em levantamento da Íntegra Associados. O estudo aponta que cerca de 23,4 milhões de empregos formais seriam afetados pela mudança. Leia a íntegra (PDF - 2,4 MB).
A pressão sobre os custos seria desigual entre os setores. Atividades como seleção e agenciamento de mão de obra, vigilância, segurança e serviços de apoio a edifícios concentrariam o maior impacto. Na indústria e no comércio, o aumento do custo total tenderia a ser menor, ainda que uma parcela maior de trabalhadores dessas áreas seja diretamente atingida pela mudança de jornada.
Os 23,4 milhões de empregos afetados representam 81,2% dos vínculos celetistas analisados no estudo. A base considera contratos ativos em dezembro de 2025 em estabelecimentos com pelo menos 20 empregados e reúne 28,8 milhões de vínculos com informação disponível sobre jornada. A maior concentração está nos contratos de 44 horas semanais, que somam 76,1% dos vínculos analisados. Mantida a remuneração, a passagem de 44 para 40 horas representa aumento de 10% no custo de cada hora trabalhada.
A proporção de empregados com jornada superior a 40 horas é alta em vários setores. Na agropecuária, chega a 97%; no comércio, a 95%; e na indústria, a 92%. Nos serviços, a parcela é menor: 67%.
