A cirurgia para tratar a calvície percorreu um longo caminho desde que começou a se popularizar no século passado. Nas primeiras técnicas, eram transplantados enxertos maiores, que muitas vezes deixavam aquele aspecto conhecido como “cabelo de boneca”, com tufos facilmente perceptíveis. O procedimento funcionava para transferir cabelos de uma região para outra, mas conseguir um resultado realmente natural ainda era um desafio.
Um salto importante ocorreu com o desenvolvimento do transplante de unidades foliculares. Na técnica FUT (Follicular Unit Transplantation), retira-se uma pequena faixa de couro cabeludo da região posterior da cabeça, que depois é trabalhada para separar as unidades foliculares que serão implantadas nas áreas de calvície. Ao respeitar a maneira como os cabelos naturalmente se agrupam e crescem, tornou-se possível obter resultados muito mais naturais.
Nas últimas décadas, outra técnica ganhou protagonismo: a FUE (Follicular Unit Extraction). Em vez de retirar uma faixa, as unidades foliculares são extraídas individualmente da área doadora e posteriormente implantadas na região receptora. A técnica evita a cicatriz linear característica da FUT e permite excelentes resultados quando corretamente indicada e executada.
Ainda estamos redistribuindo cabelos
Apesar de toda a evolução tecnológica, existe um conceito fundamental que não mudou. O transplante capilar não cria novos folículos.
