Você já deve ter visto um material inteligente, mas nem sabia que ele tinha esse nome. Lentes que escurecem quando expostas à luz, ligas que recuperam sua forma depois de aquecidas e materiais capazes de gerar eletricidade quando pressionados são alguns exemplos.
O que eles têm em comum é a capacidade de responder a estímulos do ambiente, alterando sua forma, cor, rigidez ou condutividade. Essa resposta é justamente o que caracteriza os chamados smart materials.
Não por acaso, esses materiais vêm despertando o interesse da indústria: segundo a consultoria Grand View Research, o setor global de smart materials deve movimentar cerca de US$ 100,1 bilhões em 2026 e chegar a US$ 133,1 bilhões em 2030.
Mas não espere encontrar materiais inteligentes espalhados pela prateleira de qualquer loja. Custo de produção, dificuldade de fabricação em escala e desempenho ainda limitam certas aplicações. Outras, porém, já saíram do laboratório e aparecem em produtos reais.
Confira a seguir como eles funcionam, seus principais tipos, onde já são usados e o que esperar deles nos próximos anos.
O que são os materiais inteligentes?
Material inteligente é um termo que descreve um comportamento, não uma origem: para ser "inteligente", o material precisa responder de forma previsível a um estímulo, usando uma propriedade natural ou desenvolvida em laboratório.
Na prática, isso significa que as propriedades de um material mudam conforme as condições ao redor, como lentes que escurecem na luz.
