O ciclo 2023-2026 é histórico para as concessões de rodovias: 24 leilões realizados e 13 previstos, que representam mais de R$ 400 bilhões em investimentos contratados e 22.000 km de malha federal concedida. Isso revela um enorme crescimento para o mercado de gestão ambiental de grandes empreendimentos, pois cada lote demanda estudos ambientais para obtenção de licenças, execução de programas ambientais em um horizonte de cinco a dez anos e monitoramento continuado pelo período das concessões, que hoje chegam a 30 anos. O que significa uma receita previsível por pelo menos três décadas.
Hoje, podemos notar três tendências claras que impactam as exigências ambientais e regulatórias das concessões rodoviárias.
A primeira tendência é a adoção de padrões ambientais internacionais, especialmente em projetos financiados por bancos e investidores estrangeiros. Instituições como a IFC (International Finance Corporation, do Grupo Banco Mundial) estabelecem critérios socioambientais que, muitas vezes, são exigidos para a liberação de crédito.
Assim, os projetos precisam demonstrar não apenas que vão reduzir impactos ambientais, mas também que buscarão gerar ganhos para a biodiversidade, avaliar os efeitos acumulados da obra sobre o meio ambiente e adotar medidas mais avançadas para proteger a fauna.
