Bandeira da Venezuela é vista sob os escombros enquanto as buscas pelas vítimas do terremoto continuam em Caraballeda, La Guaira, em 29 de julho de 2026.
Gaby Oraa/Reuters
Depois do duplo terremoto que atingiu a Venezuela, em junho deste ano, cresceu o apoio à operação americana que capturou Nicolás Maduro. Ao mesmo tempo, aumentou de forma significativa a percepção de que a Venezuela perdeu soberania com a intervenção dos Estados Unidos.
Os resultados são de uma pesquisa feita pelo instituto IPSE Global e um consórcio de universidades do Brasil, Argentina e Espanha, que fizeram 2.731 entrevistas com residentes e venezuelanos que moram em 21 outros países em dois períodos distintos: antes e depois dos terremotos.
A aprovação da Operação Resolução Absoluta, que sequestrou e prendeu Maduro, passou de 65,4% antes dos tremores para 84,8% depois. Ao mesmo tempo, a parcela dos entrevistados que considera que a Venezuela deixou de ser um país soberano por causa da intervenção americana subiu de 64,1% para 80,6%.
Os números indicam que o apoio à retirada de Maduro não significa, necessariamente, confiança nas intenções de Washington. Pouco mais de 68% apontam interesses econômicos e energéticos como a principal motivação do governo do presidente americano, Donald Trump. Apenas 21,1% apontam como principal objetivo uma mudança política ou transição democrática.
A percepção de perda de autonomia, porém, não começou com a operação americana.
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