A defesa de Davi Torres, condenado pelo 8 de janeiro, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a multa de R$ 16 mil imposta a ele não impeça a extinção integral de sua punibilidade. A Revista Oeste revelou o caso do homem ainda em agosto de 2025 em meio ao seu julgamento pelos ministros do STF.
Torres tem hanseníase, é aposentado por invalidez e sobrevive com R$ 880 mensais que sobram depois de pagar pensão alimentícia, conforme disse à coluna a advogada Kelly Espíndola. De acordo com ela, a renda não permite o pagamento da multa, nem mesmo de forma parcelada, sem comprometer a subsistência de Torres, que vendia balas no acampamento montado nas cercanias do Quartel-General de Brasília, no 8 de janeiro. Ele deixou o ofício recentemente por ter dificuldades em manusear o troco em dinheiro aos clientes, visto que partes de alguns dedos foram amputadas pela doença.
Atualmente, ele cuida de um dos cinco filhos em uma casa cedida pela própria irmã, onde mora de favor. As outras crianças residem com a ex-mulher.
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As informações sobre a situação de Torres constam em uma manifestação enviada por Kelly ao STF em 13 de agosto. A advogada solicitou que Moraes reconheça a impossibilidade econômica e que a inadimplência decorre da falta de dinheiro.
Caso o ministro recuse, a defesa solicitou o parcelamento em valores compatíveis com a situação de Torres.
