O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) disse nesta terça-feira (25) que vai estabelecer um novo teto de gastos e propõe uma revisão na reforma tributária. Ele defendeu encaminhar uma emenda constitucional no primeiro dia de um eventual mandato determinando que as despesas serão corrigidas pela inflação mais o máximo de 50% do PIB.
Em sabatina feita pelo Jornal Nacional, o ex-governador de Goiás afirmou que para realizar o corte de gastos no país é preciso ter maioria no Congresso, algo que seria viável por meio de seu partido, o PSD. Ele, no entanto, não disse de onde cortaria, já que ele deve “assumir a cadeira” antes de fazer o diagnóstico. O candidato se limitou a falar que não mexeria na renda dos mais pobres.
“Eu sou um homem formado para salvar vidas. Eu não mexeria no salário mínimo, nem na saúde e educação. Eu vou fazer gestão”, afirmou.,
Caiado também falou que pretende fazer mudanças na reforma tributária. Ele disse ser contra a “burocracia” e que vai tratar com todos os segmentos da sociedade, mas não deu detalhes de quais seriam as alterações feitas na proposta aprovada em 2023.
O candidato declarou que vai fazer uma revisão da reforma porque o IVA de 28% que é projetado é muito alto. Ele prometeu ouvir diferentes setores como MEIs, indústria e exportadores e manter somente o que é bom.
Ao ser perguntado sobre mudanças para aposentadoria, Caiado se esquivou e disse que também precisa fazer um diagnóstico antes de apresentar propostas.
