A alta de R$ 120 no salário mínimo, de R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, pode representar cerca de R$ 49,6 bilhões em despesas primárias adicionais para a União.
A estimativa é uma simulação baseada no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, apresentado em abril, que projeta que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo resulte em R$ 413,2 milhões de despesas primárias adicionais. A projeção foi feita pelas Consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado. Eis a íntegra do informativo do projeto (PDF - 835 kB).
No início do ano, a expectativa apresentada no PLDO era de que o salário mínimo atingisse R$ 1.717,R$ 24 a menos do que o valor anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, na 2ª feira (24.ago). Com a revisão, o impacto estimado sobre as despesas primárias da União aumentou em cerca de R$ 9,9 bilhões.
O governo ainda não divulgou uma estimativa oficial e atualizada do impacto total do novo piso. A informação deverá ser detalhada no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027, que deve ser enviado ao Congresso até 31 de agosto de 2026.
De acordo com o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, o efeito fiscal é significativo em razão da indexação de parte das despesas da Previdência ao salário mínimo.
