A reforma tributária vai mudar não apenas a forma como as empresas calculam e recolhem impostos, mas também o momento em que parte desse dinheiro deixa de ficar disponível para a operação. Uma das mudanças relacionadas a essa nova dinâmica é o split payment, mecanismo que prevê a separação do IBS e da CBS durante a liquidação financeira das operações.
Para empresas maiores, uma alteração no fluxo de recursos pode ser mais fácil de absorver. Para pequenos negócios, porém, o dinheiro que circula pelo caixa entre o recebimento de uma venda e o pagamento de despesas e tributos pode ser importante para manter a operação funcionando. Se uma parcela desse valor deixar de ficar temporariamente disponível, a empresa pode precisar de mais recursos para financiar o próprio funcionamento.
É nesse ponto que entra a preocupação com o capital de giro. Especialistas ouvidos pelo Olhar Digital explicam como o split payment pode mudar o fluxo financeiro das pequenas empresas e por que será importante calcular antecipadamente o impacto da nova dinâmica sobre o caixa.
Esta é a terceira reportagem de uma série do Olhar Digital sobre como empresários podem se preparar para a reforma tributária. Nas próximas reportagens, vamos aprofundar outros impactos da mudança.
Hoje, de forma simplificada, uma empresa pode receber o valor de uma venda e permanecer temporariamente com a parcela que será destinada ao pagamento dos tributos.
