Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta
Richard Drew/AP
A Meta sabia que as ferramentas do Instagram para proteger adolescentes eram ineficazes, afirmaram nesta terça-feira (25) testemunhas no julgamento em que 29 estados americanos acusam a dona de Facebook, Instagram e WhatsApp de mentir sobre os riscos de suas plataformas.
Com mais de 3 bilhões de usuários no mundo, a Meta é alvo de um grupo de estados que afirmam que a empresa criou seus produtos para viciar as crianças e coletar seus dados. O julgamento acontece na Califórnia e deve durar até o fim de setembro.
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Documentos internos da Meta apresentados ao júri indicam que a função que permite ao usuário configurar lembretes para parar de rolar a tela teve uma taxa de adesão de 1,8%. Já o modo que silencia as notificações noturnas foi ativado por 8,7%.
Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, disse em interrogatório que não poderia confirmar os números, mas admitiu que a empresa "sabia que as taxas de adoção seriam menores" caso as ferramentas não estivessem ativadas por padrão.
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A juíza Yvonne Rogers, que decidirá o caso tendo o veredito do júri como referência, pareceu surpresa com o fato de Fogu desconhecer os dados internos. O diretor se mostrou combativo em alguns momentos, durante o interrogatório de um dos advogados dos estados.
Outros ex-funcionários também disseram que as ferramentas eram ineficazes.
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