O chefe do Instagram, Adam Mosseri, começou a depor nesta terça-feira (25) em julgamento que pode se tornar um dos mais importantes processos judiciais já movidos contra a Meta por causa dos efeitos de suas redes sociais sobre crianças e adolescentes.
A empresa é processada por uma coalizão de 29 estados dos Estados Unidos, que acusa a Meta de ter desenvolvido o Instagram e o Facebook com o objetivo de prender usuários jovens às plataformas, sem dar atenção suficiente à segurança deles.
Quatro dos estados, Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, afirmam que as escolhas de design das plataformas contribuíram para problemas de saúde mental entre jovens, incluindo ansiedade, depressão e até suicídio. Os estados também acusam a empresa de ter enganado consumidores sobre a segurança de seus produtos.
Além disso, os 29 estados alegam que a Meta violou leis federais ao coletar e utilizar de maneira inadequada dados pessoais de crianças com menos de 13 anos. Os estados indicaram que podem pedir quase US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1,03 trilhão) em penalidades civis.
A Meta nega ter desenvolvido suas plataformas com o objetivo de viciar crianças para aumentar os lucros. A empresa também afirma que suas pesquisas não encontraram uma relação clara entre o uso de redes sociais por adolescentes e uma piora em seu bem-estar.
