A arrecadação dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro com programas de sócio-torcedor atingiu o recorde histórico de R$ 877 milhões em 2025.
Os dados, que constam nos balanços financeiros oficiais dos clubes, consolidam o setor como uma das principais fontes de receita do futebol nacional. Os números superam todos os anos anteriores; em 2024, chegou a R$ 800 milhões, em 2023, R$ 705 milhões, e 2022, R$ 409 milhões.
Para Moises Assayag, especialista em finanças do futebol, o crescimento das receitas com programas de sócio-torcedor demonstra uma mudança importante na estrutura econômica dos clubes.
“Quanto maior a capacidade de fidelizar e sobretudo engajar o torcedor, maior tende a ser a geração de receitas recorrentes, que possuem papel estratégico no equilíbrio financeiro dos clubes”, explicou.
Clubes apostam em ações exclusivas
Embora a prioridade na compra de ingressos para os jogos permaneça como um pilar importante, os clubes mudaram o foco das estratégias de engajamento para a oferta de experiências exclusivas.
Atualmente, os planos de sócio-torcedor incluem atrativos que vão além do acesso ao estádio, como acesso aos bastidores nos dias de jogos, assistir às partidas na beira do gramado e encontros e ações integradas com ídolos do elenco.
Experiências além do futebol
O São Paulo, por exemplo, ampliou o programa com experiências exclusivas que vão além dos dias de jogo.
