O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Edson Fachin, defendeu nesta terça-feira (25) que a independência do Judiciário só se sustenta com “ética e integridade”, condições que, segundo ele, são essenciais para preservar a confiança da sociedade nas instituições.
“Não há verdadeira independência judicial sem ética. Não há confiança pública sem integridade”, disse Fachin. A declaração foi feita durante a posse do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Benedito Gonçalves como novo corregedor nacional de Justiça, cargo que ocupará até 2028. Ele sucede Mauro Campbell Marques.
A fala ocorre em meio ao esforço de Fachin para avançar com iniciativas sobre conduta de magistrados e prevenção de conflitos de interesse no Judiciário. No início de agosto, ele apresentou ao conselho uma proposta de código de conduta para magistrados de todo o país, com diretrizes sobre participação em eventos, recebimento de presentes, vínculos familiares e profissionais, relações com empresas e situações de potencial conflito de interesse.
As regras, no entanto, não alcançam os ministros do STF, que não se submetem ao controle do CNJ. Paralelamente, Fachin tenta construir um código de conduta específico para o Supremo, iniciativa que enfrenta resistência dentro da própria Corte.
Papel da Corregedoria
Durante a cerimônia, Fachin afirmou que a atuação da Corregedoria Nacional de Justiça não deve se limitar à apuração disciplinar de magistrados.
