Você conhece Betelgeuse, uma das maiores estrelas visíveis a olho nu? Pois bem, saiba que astrônomos acabaram de capturar uma das imagens mais detalhadas desta supergigante vermelha com a ajuda do telescópio ALMA, no Chile, e descobriram mais sobre este astro e seu formato estranho.
Localizada na constelação de Órion, Betelgeuse é uma das estrelas mais próximas da Terra, aliás, ela é também uma forte candidata a encerrar seu ciclo de forma espetacular, nos proporcionando uma supernova visível a olho nu.
Pois bem, os pesquisadores mapearam a atmosfera irregular da estrela e compararam os dados com aqueles obtidos há quase uma década. Embora a temperatura de Betelgeuse siga na média dos 2 mil ºC, parece que a estrela tem alguns pontos ainda mais quentes.
Estrela Betelgeuse
A análise revelou que Betelgeuse, que tem massa 14 vezes maior que a do Sol e raio 650 vezes superior, ostenta uma estrutura altamente dinâmica e assimétrica. O mais intrigante é que estes dois pontos mais quentes que o restante do astro permaneceram quase inalterados por sete anos, desafiando as teorias astrofísicas vigentes sobre a duração desses fenômenos.
Para os pesquisadores, essas estruturas são como bolsões de energia alimentados por células de convecção profundas, o que não resolve o mistério, já que os modelos teóricos de convecção turbulenta previram uma dissipação muito mais rápida desse calor.
