A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) divulgou um mapeamento da produção de cacau na região amazônica que mostra que a expansão dessa cultura ocorre sem promover desmatamento no bioma.
O estudo foi desenvolvido com dados da plataforma TerraClass, do Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite) e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e concluiu que o avanço da cultura cacaueira ocorreu em áreas desflorestadas até 2008, conforme a legislação prevista pelo Código Florestal.
Segundo a entidade, a produção em áreas desmatadas após a data representou apenas 3,9% da área cultivada no Pará e 2% em Rondônia.
Na avaliação do pesquisador-chefe do estudo, Adriano Venturieri, a cacauicultura na região apresenta um papel estratégico no âmbito socioambiental para a população local.
“Além de gerar renda para milhares de famílias rurais, a cultura tem a capacidade de recuperar solos alterados e devolver a produtividade a paisagens antes ocupadas por pastagens degradadas”, destacou o especialista que faz parte da Embrapa Amazônia Oriental.
Ao todo, o estudo mapeou 121 mil hectares, incluindo o estado do Pará e, pela primeira vez, detalhou áreas de cacau de Rondônia, contabilizando.
A pesquisa concluiu que a agricultura familiar é responsável pelo avanço do plantio de cacau na região. A maioria das áreas são compostas por pequenas propriedades, de até cinco hectares.
