O PT avalia que o impacto político do chamado “caso Lulinha” já foi, em grande parte, incorporado pelo eleitorado e pode ter atingido seu teto de desgaste. A avaliação foi apurada junto a integrantes da campanha, que reconhecem, no entanto, que o tema segue sendo monitorado com atenção. A apuração é da âncora da CNN Débora Bergamasco.
Segundo Débora, que conversou com pessoas da campanha, a principal preocupação do partido está no ritmo dos vazamentos de informações.
“O vazamento a conta gotas é algo preocupante, porque remete, evoca os tempos da Lava Jato, que era assim, todo dia vazando coisas e mais coisas”, relatou Bergamasco, reproduzindo a avaliação dos interlocutores.
Ainda assim, a visão predominante no partido é de que o que tem sido divulgado representa “mais do mesmo”, sem novidades substanciais.
Desgaste “precificado” e discurso alinhado
O desgaste causado pelo caso, que envolve o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma suposta prática de tráfico de influência, incluindo a relação com a lobista Roberta Luchsinger, já teria sido capturado nas pesquisas de opinião internas, os chamados trackings realizados pelas campanhas.
De acordo com Bergamasco, a avaliação é de que o desgaste “já está meio que precificado” e que “já chegou num teto”. A grande preocupação, pontuam os petistas, seria o surgimento de algo “realmente mais impactante” do que o que já veio a público.
