Aproveitamento de subprodutos da indústria de couros permite transformar resíduos em colágeno, gelatina, biodiesel e até fertilizantes de alto valor agregado
A indústria do couro tem na economia circular uma estratégia para aproveitar resíduos e transformá-los em novos produtos. Ao longo do processamento da pele bovina, materiais que antes eram considerados descartes passaram a ser destinados a outras cadeias produtivas, ampliando o aproveitamento da matéria-prima e reduzindo a geração de resíduos.
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A pele bovina, que seria um subproduto da indústria de alimentos, é aproveitada para a fabricação de materiais utilizados em setores como calçados, móveis e automóveis. Dentro das fábricas de couro, o mesmo princípio é aplicado: buscar novos usos para os materiais gerados durante o processamento.
“Na prática, acima de 90% do peso da pele que uma fábrica de couro recebe, vira algum produto, não é jogado fora, não perde sentido, não perde valor, vai parar seja na cadeia alimentícia, na cadeia de sapatos, de móveis e por aí vai”, destaca o diretor de sustentabilidade da JBS Couros, Kim Sena.
O sebo, por exemplo, pode ser utilizado na fabricação de sabonetes e biodiesel. Já as aparas da pele podem ser destinadas à produção de colágeno, gelatina e peptídeos utilizados em produtos voltados à saúde e à pele.
