O Estado de São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental de sua história. As pacientes são uma moradora de Ribeirão Preto e outra de São José do Rio Preto. Em Santa Catarina, outros dois casos foram confirmados, envolvendo moradores de Imbituba e Caçador. Um dos casos catarinenses evoluiu para morte.
Apesar de ainda ser pouco conhecida no Brasil, a infecção não é nova. O nome vem do vírus que causa a doença, identificado pela primeira vez em 1937 no sangue de uma mulher com febre na província de Nilo Ocidental, em Uganda.
No Brasil, o primeiro caso foi registrado em 2014, no Piauí. O Estado também foi o primeiro do país a notificar um óbito pela doença, em 2017.
A seguir, entenda como ocorre a transmissão da doença, quais são os principais sintomas, os riscos de complicações e as formas de diagnóstico, tratamento e prevenção.
O que é a febre do Nilo Ocidental?
A febre do Nilo Ocidental é uma doença causada pelo vírus do Nilo Ocidental. Assim como dengue, chikungunya e febre amarela, é uma arbovirose transmitida por insetos vetores.
“É considerada uma zoonose, pois afeta também outros animais, como aves e equinos”, explica Camila Romano, bióloga e pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP).
Como ocorre a transmissão?
A principal forma de transmissão é pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, que costumam circular principalmente no início da manhã ou da noite.
